Educação para a sustentabilidade: Uma forte tendência nas organizações responsáveis

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Andrea Ramal

Texto publicado originalmente na Revista Brazilian Business. Edição 258.
Rio de Janeiro/Espírito Santo: Amcham – Câmara de Comércio Americana, 31/08/2009.

O debate sobre desenvolvimento sustentável está cada vez mais presente na sociedade civil, nos governos e nas estratégias e ações empresariais. Nestas discussões, aumentam as exigências da sociedade com relação às organizações produtivas, uma vez que, se são elas as que geram a maior riqueza do mundo e desta se beneficiam, também deveriam assumir a responsabilidade por buscar a sustentabilidade global a partir de seus negócios. Empresários conscientes estão mostrando que investir em sustentabilidade é um bom negócio, além de ser eticamente correto. Tornar uma empresa efetivamente sustentável, entretanto, requer flexibilidade e investimento, mas implica, em longo prazo, fortalecer a imagem e o valor da organização.

Para tornar-se sustentável é preciso equilibrar as três dimensões do conceito de sustentabilidade corporativa: econômica, ambiental e social. Isso pode requerer abrir mão de resultados financeiros imediatos e, eventualmente, até de fatias de mercado, reduzindo temporariamente a competitividade, para pensar com mais alcance. Uma nova mentalidade deve ser construída na organização: o lucro a qualquer custo precisa ser substituído por valores como “vida acima da produção”. A sustentabilidade precisa estar no DNA da organização. E isso somente se alcança com formação de pessoas.

A ID Projetos Educacionais vem colaborando com várias organizações brasileiras no desenho e na implementação de programas de educação para a sustentabilidade. Conheça algumas ações educacionais que atendem as principais tendências das organizações de ponta.

Políticas de Responsabilidade Social Corporativa: formação em Cidadania Corporativa; formação para a qualidade de vida e qualidade no trabalho; programas de segurança e saúde ocupacional; educação para prevenir doenças etc. Programas de formação para as famílias dos funcionários e ações estendidas à comunidade do entorno.

Modelos de Governança Corporativa: ao definir os rumos do negócio, os acionistas devem levar em conta os interesses da sociedade e dos stakeholders, dando transparência à divulgação de resultados. Isso exige ações educacionais para que a estratégia seja implementada na prática, sem gaps entre o pensamento dos líderes e a execução.

Organizações que buscam a Ecoeficiência (produzir mais com menos): formação técnica e comportamental. Outras organizações realizam Análises do Ciclo de Vida para minimizar os impactos ambientais dos produtos e serviços. Outras implantam a abordagem da “Produção Mais Limpa”, com a aplicação de estratégias de proteção ambiental aos processos e produtos da indústria, para reduzir riscos ao meio ambiente e ao ser humano, minimizando a geração de resíduos, efluentes e emissões e o consumo de matérias-primas e energia. Em todos esses casos, é preciso aprender a trabalhar com novos processos.

Empresas alinhadas com o Programa Emissão Zero: ensinamos novos processos de trabalho e novas posturas, que levam a utilizar ao máximo as matérias primas, gerando mais eficiência e eficácia.

Muitas organizações vêm aderindo às normas voluntárias internacionais de Sistemas de Gestão Certificáveis: isso requer ações educacionais focadas em ferramentas de organização que dependem do trabalho competente e do compromisso de pessoas bem preparadas.

Relatórios de Sustentabilidade Corporativa: Garantir mais transparência sobre processos e resultados requer ações educacionais em todos os níveis da estrutura organizacional, de forma a garantir o perfeito alinhamento com estes valores e métodos. É o caso de empresas engajadas na GRI – Global Reporting Initiative, organização que estabelece padrões globais para as informações consolidadas nos relatórios de sustentabilidade corporativa. Os parâmetros a alcançar implicam rever o negócio a partir de uma nova concepção de desenvolvimento. Exigem-se novas competências e atitudes, presentes em todas as etapas da cadeia produtiva, que levem em conta a sobrevivência não apenas desta geração, mas das gerações futuras, com os mesmos recursos e o mesmo bem-estar. Isso deriva em formação técnica e comportamental.

Uma organização só pode colaborar com o desenvolvimento sustentável se as pessoas que nela trabalham estiverem alinhadas com esses valores e souberem aplicar o conhecimento técnico em novos métodos e processos produtivos. Isso se alcança com educação.

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